Uma frase que procurava guardar na memória para utilizar em um momento apropriado (tenha sempre uma frase de impacto - ou clichê, o que vem a ser a mesma coisa - na ponta da língua, e quando puder cuspa). A expectativa pelo que nos é reservado caso façamos as escolhas cabíveis, caso resolvamos insistir nos erros até que não nos lembremos mais o que procurávamos, e, assim, transformando um erro num acerto. O frio envolvendo algumas dezenas de pessoas que aguardam a permissão de entrada num local... num local onde possam não ser elas mesmas.
Não existem coincidências, dizem alguns, é tudo destino, nascemos predestinados a isto ou aquilo - geralmente ao pior possível, segundo os filhos de Murphy. Mas quem se importa? As pessoas acreditam no que querem acreditar. E as coincidências continuarão ocorrendo. As coincidências são o destino, a sincronicidade é nossa amante e não podemos fugir disto. Juntamos as solidões e as paixões mal-resolvidas e abandonadas em nome de novos caminhos, novos atalhos e novas experiências, mas no fim não há nada novo sob o sol.
E seguimos perambulando iluminados pelas luzes da rua (e por sua escuridão), como santos vagabundos e parece que voltamos a ter 14 anos e o mundo é nosso. Mas continuamos perdidos, mesmo com toda a glória tudo isto um dia se apagará e venderemos nosso orgulho por alguns trocados num leilão.
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