27 de fev. de 2007

Nascidos para morrer

Jean - Louis Lebris du Kerouac, nosso amigo Jack Kerouac foi, é, e sempre será uma fonte de inspiração. Eu, quando li "Os Vagabundos Iluminados ( The Dharma Bums )" não tinha outra coisa em mente que não fosse a idéia de me tornar um hippie, sempre acompanhado de um bom vinho. Já, "On The Road" me causou a desesperadora necessidade de sair desbravando este país com uma mochila nas costas. Mas, foi em "Tristessa" que tive a mais triste e verdadeira perecepção: O Mundo é impossível. Nossas vidas são impossíveis. A frase "nascidos para morrer" me surpreendeu em uma das páginas do romance como se fosse um soco no estômago. Infelizmente perseguimos algo inalcançável que é a felicidade. Gerações e mais gerações virão. Mas, nada irá mudar. A miséria é inerente ao sistema em que vivemos. Os Estados Unidos só são um país rico porque existem Tanzânias e Zimbabwes da vida, os quais não tem a mínima infraestrutura. Eu e vocês que estão lendo este texto só tem computador, pois existem milhares de pessoas sem ter o que comer no Brasil. Esta é a triste realidade. Não se enganem, o capitalismo jamais proporcionará a igualdade e nunca possibilitará que nações se reergam, a não ser que outras enfrentem uma derrocada.
Mas, então qual seria o caminho ? Aí, mora o problema. Não há caminho. Estamos condenados a este cícrculo vicioso. Só se nos dispussemos a negar a evolução poderíamos nos ver livres disso. Afinal, é ponto pacífico que o socialismo e o comunismo trazem a igualdade. Porém, nivelam por baixo. Com todos condenados a quase miséria, e a sociedade como um todo é brindada com a estagnação.

26 de jan. de 2007

A festa

Ele a amava, não restava dúvida nisso. A amava profundamente, tanto quanto alguém podia amar uma pessoa.
Ela era linda, lindos olhos castanhos claros, olhos que mudavam de cor. Seus cabelos tinham um brilho incomum , eram maravilhosos. Seu rosto e seu corpo pequeno lhe atraiam pelo simples fato de apresentar uma fragilidade surpreendente, mas, ela era o oposto do que sua aparência mostrava. Era decidia, forte e espirituosa. Isso lhe atraía e muito.
A vida prosseguiu, ela estava vivendo da melhor maneira que encontrara. Ele estava estagnado. Nunca fora um grande aluno, nem um filho, nem amante, nem em nada que ele se propunha em participar. Estava perdido, então. Ele a viu. Ela não o viu. Estava completamente diferente do que lembrava. Mas, sentia, a essência ainda estava ali. Guardada. Como um segredo do qual somente ele soubesse. Naquele instante ele soube. Soube que ela era muito boa para ele, soube que ela estava compromissada e nada a faria trair tal relação de confiança e carinho. Ele soube, naquele momento, que não tinha feito nenhum impacto sua ausência na vida dela. Ele soube.
Ela vestia um lindo e longo vestido azul, seus cabelos estavam presos, maquiada. Antes dessa noite, ele nunca a vira maquiada. Estava linda. Não apresentava nenhuma fragilidade. Transpirava uma segurança que poderia chegar a ser ofensiva. Mas não. Ainda era ela, a mesma. Seus olhos ainda mudariam de cor quando ela chorasse ou quando fizesse um dia lindo e claro de sol. Ela ainda tinha aquele cheiro. Aquele cheiro que lhe ocupou seus sonhos durante tantos anos. Seu sorriso ainda era real, impressionantemente real. Era boa demais para ele. Realmente era boa demais para ele.
Ele a amava, não restava dúvida nisso. Ele não ostentara nem um terço daquela luminescência que ela tinha. Nem um terço.
Ele a olhou, ela não o reconheceu. Nem poderia, eram muitos anos. Ela o tinha esquecido completamente. Então, ele sorriu.

16 de jan. de 2007

Bem - VIndos a Minha Megalomania

EXPLICAÇÃO PRÉ - TEXTO: Este texto tem pouco mais de um ano, foi escrito num acesso raiva. Em uma de minhas várias crises nesses meus 19 anos. Porém, agora estou vivendo uma crise amorfa. Aquela foi ruidosa e ao me deparar com este texto em um caderno senti saudade da minha indignação de outrora. Eis o texto:

Estou muito cansado, cansado de ver os ignorantes prosperarem, cansado de vê - los com um largo sorriso de orelha à orelha. Maldita mania de pensar, maldita mania de saber, maldita mania de contestar e querer melhorar. Ah, se eu não pensasse, aí eu não teria problemas. Pois, não os veria.
Por quê a minha revolta e o meu mau - humor são ruins e por quê a felicidade sem sentido deles é tão boa ? Seria eu o errado ? Ou seriam eles estúpidos demais para perceber a sujeira que nos cerca ? Enquanto partilhar a Terra com eles não serei feliz. Não, não adianta. Não vou me moldar para vocês. Eu serei o que sou, um ser pensante, contestador, colérico, irascível, por vezes delirante, prepotente, pedante. Mas, sou eu ! E você, é você ?