13/12/2007

Got whisky?

São três horas e meia da madrugada. A gata mia desesperadamente querendo sair. Claro, antes, quando estava chovendo, miou querendo entrar, e logo se refestelou confortavelmente sobre sacos plásticos no chão. Agora, não interessa que eu esteja dormindo, sonhando com bebedeiras, lições de beatos vagabundos e o mecanismo que interliga as vidas de todos; diabos, eu poderia estar desvendando o segredo da existência, mas antes preciso abrir a porta para a Kitty sair. Algo me diz que, se um dia houver um holocausto nuclear, as baratas, juntamente com os gatos, reconstruirão o mundo, contanto que as baratas aprendam a abrir a porta da rua.

Era a mais bonita da turma, adorada por todos os guris. Loira, olhos azuis, rosto bonito, inteligente; aquele tipo de mulher que faria qualquer homem cortar fora o próprio... braço. Hoje em dia, canta hosanas numa igreja qualquer por aí. Por isso eu digo que o velho barbudo (não o Papai Noel), se existir, é um sádico desgraçado; por que demônios não a criou feia?

“Um homem está sempre duas doses abaixo do normal.”

Humphrey Bogart

“Convencido de que não era um grande escritor, concluiu que seria ridículo de sua parte qualquer esforço de estilo. O máximo de simplicidade, eis o que lhe pareceu o caminho honesto. Aí apareceu um colega e lhe disse:

- Você anda escrevendo com uma simplicidade danada de pedante.”

SIMPLICIDADE, de Paulo Mendes Campos



PS: parabéns ao Edison aê! fééééu